Vamos pensar juntos 2017?

Esse ano aconteceram coisas interessantes e importantes. A gente está se encontrando, se conhecendo. As ideias estão aparecendo, madurando, instigando. Tem muita coisa pra ser feita. Precisamos conversar sobre isso.

Esse sábado 26, às 14h, no espaço de trabalho coletivo Ninho (rádio Gaivota)!

Rua Dr. Esteves da Silva, 147 – Centro (Ubatuba)

Certificação Linux Professional em Ubatuba

Começo de outubro, Ubatuba foi palco de uma jornada histórica pro movimento do software livre na região. Primeiro Encontro de Cultura e Software Livre com a participação de Cesar Brod e Jon “Maddog” Hall, e primeira rodada de certificações profissionais LPI – Linux Essentials. 23 estudantes, professores, entusiastas e profissionais da área tiveram oportunidade de obter a sua primeira certificação profissional de TI reconhecida mundialmente. Na ocasião, conversamos com o Cesar Broddiretor de desenvolvimento regional do LPI para o Brasil – sobre o assunto:

Faz sentido uma certificação profissional Linux aqui na região?

“Especialmente para profissionais que desejam prestar serviços ou criar seus modelos de negócios fora dos grandes centros urbanos, faz muito sentido. E hoje, com os problemas que vemos nas metrópoles, já observamos uma evasão de profissionais delas para cidades menores, com mais qualidade de vida. Assim, para os que pretendem seguir uma carreira profissional com Linux e softwares livres, mas que desejam ter Ubatuba como a sua base, a certificação profissional é um diferencial importante.”

Assim, para os que pretendem seguir uma carreira profissional com Linux e softwares livres, mas que desejam ter Ubatuba como a sua base, a certificação profissional é um diferencial importante.

“Imagine o cenário em que um profissional de São Paulo se estabeleça aqui e necessite montar um grupo de trabalho com pessoas que conheçam Linux. Para ele, será muito mais fácil já contratar pessoas que tenham uma certificação. Aliás, muitas empresas passaram a confiar mais nas certificações do que em seus próprios testes de admissão. A certificação abre portas.”

“A realidade atual é a de que há mais ofertas de trabalho do que profissionais que as atendam. Empresas internacionais já estão buscando profissionais, independente de onde moram, para contratar serviços remotos. E quando falamos em computação em nuvem e aplicações para dispositivos móveis estamos falando de Linux. Quando uma empresa vai escolher quais profissionais irão trabalhar com ela, aqueles que têm certificado ficam no topo da lista.”

A realidade atual é a de que há mais ofertas de trabalho do que profissionais que as atendam.

“Claro, não é só a certificação que é importante, mas a comunidade de profissionais que surge a partir dela (ou delas, claro, porque a carreira profissional segue adiante). É importante construir um currículo baseado na colaboração com projetos comunitários em software livre e Ubatuba já tem mostrado seu talento para isso, a ponto de ganhar destaque em recente publicação internacional da O’Reilly Media.”

O’Reilly Media – Open Source in Brazil: https://www.oreilly.com/ideas/open-source-in-brazil

Baby, Light my Firewall

Quando era usuário do SO da Microsoft, primeira coisa que eu fazia após formatar o HD e reinstalar o sistema – coisa que acontecia com bastante frequência – era instalar o firewall e o antivírus, trocar o Internet Explorer pelo Mozilla Firefox, e só depois conectar à Internet para navegar, fazer atualizações e downloads. Quando troquei pelo Linux, pude esquecer de tudo isso… até umas poucas semanas atrás. Resulta que alguns colegas começaram a brincar de hacker e então foi preciso tomar algumas precauciones. Se eu facilitava demais, eles não iriam aprender muita coisa, concorda?

O assunto hoje não vai ser antivírus, que tem pro Linux também, claro, mas sim firewalls. Existe iptables que permite programar as tabelas do firewall a nível do Kernel, extremamente potente e flexível mas nada fácil de se mexer com ele. Uma alternativa descomplicada é UFW (Uncomplicated Firewall). Continue lendo “Baby, Light my Firewall”

Como Instalar o IDE Arduino

Esses dias recebi uma consulta sobre como instalar o IDE Arduino no Ubuntu Linux. Aproveito então para deixar esse mini tutorial que pode ser útil para mais alguém. O procedimento, também deveria funcionar nas distros derivadas do Ubuntu (Mint, Elementary, Deepin, etc).

A instalação é muito simples, vamos pro link de download do site oficial e procuramos a última versão. Precisaremos escolher entre 32-bit e 64-bit, segundo a arquitetura do nosso processador. O site também solicitará uma contribuição voluntária para ajudar a manter o projeto. Podemos optar por contribuir ou simplesmente fazer o download e contribuir em uma outra ocasião ou de uma outra forma que não for em dinheiro.

O resultado será um pacote com extensão “tar.xz” que precisaremos descompactar. Podemos fazer isso com o menu contextual, apertando o botão direito do mouse, ou na linha de comandos:

$ tar xvf arduino-1.6.*-linux*.tar.xz

E para instalar:

$ cd arduino-1.6.*
$ sudo ./install.sh

Agora, é só procurar “Arduino” no dash do Ubuntu e lançar o IDE.

O grupo “dialout”

Se você tentar se comunicar com o Arduino e receber um erro do tipo: “Error opening serial port…”, será necessário realizar mais um procedimento. Para estabelecer a comunicação serial com a placa Arduino via USB precisamos pertencer ao grupo “dialout”.

permissao

Vamos lá:

Dependendo o modelo da sua placa, a porta serial vai ser ttyACM ou ttyUSB. Então, conecte a sua placa na porta USB e vamos verificar:

$ ls -l /dev/ttyACM*

ou

$ ls -l /dev/ttyUSB*

Na minha plaquinha chinguilingue chinesa o resultado é o seguinte:

crw-rw---- 1 root dialout 188, 0 Out 20 12:17 /dev/ttyUSB0

Dá pra perceber que só terá permissão de leitura e escritura o usuário root e quem pertencer ao grupo “dialout” e, como nós queremos fazer parte desse time:

$ sudo usermod -aG dialout username

Encerramos a sessão, logamos novamente, e verificamos:

$ groups

Se “dialout” aparece na listagem de grupos do usuário quer dizer que a gente fez certinho. Agora, tudo deveria estar funcionando. Não esqueça de selecionar no IDE o modelo da placa e a porta de comunicação serial.